É tão bom aprender. Não sei se ando muito estressado, mas não conseguia me focar nesse simples fato. Mesmo tendo diversas dificuldades, não me concentrava em resolver as (milhares) de coisas que tinha pra fazer e estudar, procurando carinhosamente me livrar delas e ou apreende-las, para depois ficar só com os abacaxis da vida, ao invés de multiplica-los.
Sei lá, Freud explica. Mas acho que estou saindo dessa fase auto-destrutiva. Ando estudando meus textos, fazendo trabalhos e percebendo como é realizador encaminhar um trabalho de Literatura, um de Filosofia, tentar escrever uma matéria com todas as entrevistas que tem direito e ainda estudar pra uma prova de Matemática e outra de Espanhol. Tudo isso em uma semana =D
Não disse que todas essas coisas e mais outras com menor impacto argumentativo pra esse texto foram feitas de boa, nem que obterei sucesso. Na verdade é bem provável que eu me foda =D
Mas a gente tira muitos ensinamentos da foda, especialmente quando ela envolve seminários e trabalhos escritos e vários textos a serem lidos quando se estuda de manhã e de noite e tem-se um video game tentador pela parte da tarde.
Eu destacaria dois desses ensinamentos:
a) Quando não nos organizamos, por mais que tenhamos a tradição pessoal de fazer nossas tarefas obterem bons e até ótimos resultados, as pessoas sempre esperam o pior. Pode ser extremamente coerente. Eu prefiro achar que é despeito preconceituoso mesmo.
b) Essa história de ler enquanto se está com sono é uma grande bobagem. Cansei de ver gente chegando e me dizendo "passei a noite estudando" ou "passei a noite lendo!" e essas pessoas eram meu heróis. Fui tentar fazer isso e no dia seguinte não lembrei de muita coisa. BULLSHIT! Quando se está realmente com sono, estudar só serve pra chorar miséria e expor olheiras hipócritas no dia seguinte.
Por causa do item "b" que estou aqui, ao invés de resumir o texto do Campbel as 00:32, depois de um ida inteiro fora de casa.
Lembro que as que mais lia eram "Os três porquinhos pobres" (talvez por alguma identificação com a vida sem luxos que levava com minhas irmãs), "O urso com música na barriga", "Ana Maria" e alguma coisa que já não me lembro mais (essa era de uma menina num castelo de doces), "O aviãozinho vermelho", dentre vários outros títulos cujos nomes o tempo dificulta que sejam lembrados com exatidão.
Um dos que mais me fazia passar ótimos momentos de diversão e surpresa (por mais que já o tivesse lido várias vezes) era "O elefante Basílio" de Érico Veríssimo. Desse, até o nome do autor eu lembro, de tanto lê-lo na capa do livro. "Érico Veríssimo"... Não fazia idéia de quem era, mas sempre dedicava um tempo especial para contemplar seu nome (algo como 1/3 do tempo que dedicava a contemplar a capa do livro como um todo). Seu nome me soava tão divertido, tão fantástico, quase como se fosse mais um personagem do livro.
Talvez, fosse pela falta de maturidade em não distinguir que, apesar de impresso no livro, aquele nome independia do mesmo. Talvez, fosse pelo nome superlativo: "Veríssimo!", que expressava um pouco da doce felicidade que seus escritos me proporcionavam.
Lembro que o livro começava contando a história da família do elefante Basílio, citando,numa divertida referência bíblica, que seus tatara-tatara-tatara (...)avós tinham estado na arca de Noé.
Além disso, boa parte da história se torna dificil de lembrar. Lembro que o elefantinho era separado de sua mãe, passava por um zoológico, um circo, até que vinha parar no Rio de Janeiro, onde o Circo pegava fogo (só agora percebo o trocadilho) e ele era salvo por um garoto, que se tornava seu amigo.
No decorrer da trama, Basílio manifestava um desejo que somente agora me soa insólito, mas que na época, era quase natural: virar borboleta. Não lembro muito qual o artifício utilizado por ele, mas finalmente conseguia seu par de asas, e, ao voar feliz pela primeira vez, era atingido por um caçador.
O elefante conseguia se recuperar com a ajuda de seu amiguinho humano e a história terminava bem (se terminava de maneira trágica, devo ter sublimado esta memória).
A historinha do Elefante Basílio me recorda de um tempo no qual, apesar de problemas no mundo real, eu era capaz de compartilhar se todo aquele Universo onírico descrito na história, com toda a aventura, emoção e diversão, como se aqueles acontecimentos de fato pudessem ser reais. E talvez o fossem.
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escrito no aperto do final da aula de "Comunicação e literatura" => 'uma história que lhe marcou'. Postado pra espantar as moscas =D
Super cafona, mas acho bonitnho como expressa o que eu senti/sinto.
Nada mais do que dentes
Deixados à mostra por lábios que se afastam
Nada mais do que uma piada bem contada
No entanto,
Muito mais do que o suficiente
Para que tudo valha a pena
Para que, mais uma vez, eu seja atingido
E sinta que faria qualquer coisa
Qualquer coisa por você
Qualquer coisa para ter, mais uma vez,
O vislumbre de meu alvo purgatório
Arma que me derrota
E que você nem sabe que possui
Nada menos do que o Sol
Deixado à mostra por nuvens que se afastam
Nada menos do que o céu estrelado
Quando abrimos as janelas
E contemplamos sua infinita perfeição
-Sorriso-
Só sei que esse ano, juntei uma graninha e me mandei pra lá, tomando o cuidado de levar uma companhia que já faria a noite valer a pena, caso a apresentação não fosse legal.
No entanto, a apresentação foi bem mais que legal. Os protagonistas, o coro, a orquestra sinfônica do Theatro da Paz, tudo absolutamente maravilhoso. A cena da morte do Mercúcio e do Tebaldo foi daquelas de dar um aperto no coração, mesmo com tantas 'lágrimas e sangue' a patota dos Montecchio não dava o braço a torcer pra dos Capuleto e vice e versa. Eles era uma galerë complicada sabe... gente muito sensível a insultos e com a honra facilmente ofendível. Deviam ter algum problema de auto-estima, ou então tinha parada de grana por trás da história.
O que falar então do Romeo e da Juliette? os interprétes era ótimos, já aos personagens, tenho algumas ressalvas. No momento da apresentação, tudo bem. Não procurei pensar muito e me permiti, de fato, me permiti ficar com um nó na garganta e sentir pena dos dois amantes cujo ódio desmedido de suas famílias lhes reservou um fim trágico. Mas pensando bem, eles era tão bestas.
Hoje em dia, o Romeu e a Julieta seriam considerados dois bobalhões, sem falar naquele frei safado que saiu de fininho depois de provocar a morte dos dois. Faça-me o favor... morrer por causa de um amor tão hormonal? Nada mais pré-adolescente. Romeu e Julieta não fizeram nada mais do que acariciar seus egos recém saídos da puberdade e carentes de adrenalina. Acho isso pouco.
Não acredito em amores incondicionais, algo que brota do chão e persiste pela eternidade. Na prática, além do desejo pelo outro, um 'amor' sempre deve ser motivado. Em alguns casos, pela comodidade financeira ou emocional (podia ser o caso deles...). Em outros, pela vontade de crescimento que o AMOR desperta na gente, como quando queremos jogar tudo pro alto e não terminar aquela resenha do 'Minha Razão de Viver' pro dia seguinte, valendo a nota parcial de 'Laboratório de Introdução ao Jornalismo', e o ser amado te diz, com um carinho no ombro: 'vê se termina' e, quase que se perceber, você acaba terminando a resenha em boa parte por causa dele. Aí sim, acho permitido suspirar antes de dormir e pular muros de jardim =P
Mas, no fim das contas, deve ter sido gostoso pros dois (tirando a parte do casamento, Deusulivre) celebrarem a juventude de maneira não intensa... e vamos combinar que essas carícias egocentradas eram de uma poesia que fazia com que alguma coisa se salvasse...
TÁ BOM! Romeu e Julieta, vocês podem morrer.
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Infelizmente, a última apresentação de 'Romeu e Julieta' foi ontem, mas o III Festival Internacional de Ópera da Amazônia continua até o dia 20 de Setembro com diversas apresentações.
Mais informações, no site do Theatro da paz: http://www.theatrodapaz.com.br
O problema, no meu caso, é que o computador é super lento, tornando essa possibilidade inviável. O que eu fiz? toda vez que queria escrever algo, copiava e colava letra por letra. Foi bem cansativo, mas aprendi a tirar números da hora e data do computador, e que a letra 'b' às vezes é dificil de encontrar. As palavras das mensagens também tinham que ser objetivíssimas, sem tempo pra muitos eufemismos. Às vezes simplesmente copiava um comenário postado acima e colocava '[2]' do lado.
De vez em quando era desesperador, tava em alguma comunidade, ou em algum blog e queria entrar numa discussão, deixar um comentário mais desenvolvido e tals, minha opinião, meus elogios e críticas, sendo que não dava pra fazer isso. Aí é que entra a comparação tosca com o título do post.
Essa situação me lembrou (obviamente guardadas as proporções de dano e futilidade) a história de um filme que vi, "O escafandro e a Borboleta" (vocês têm que ver o Uriel pronunciando o original "Le Scaphandre et le Papillon ": ele JURA que sabe falar francês).
Conta a história de um cara que por problema de saúde, ficou com o corpo completamente paralisado e só conseguia piscar um dos olhos. As sequencias iniciais são angustiantes, a câmera em primeira pessoa passa bem a sensação de desorientação que vem antes ou depois de um desmaio. No decorrer da história, junto com os médicos, ele desenvolve um sistema pra se comunicar, piscando os olhos e construindo palavras, letra por letra, até formar frases, parágrafos e assim por diante. No começo, o cara fica meio inconformado, por antes ser o editor charmoso de uma revista famosa e agora estar alí, daquela maneira. Ele pensa em morrer.
Mas depois, começa a aceitar e explorar o mundo infnito de possibilidades no qual ele pode interferir da maneira que quizer: sua própria mente. Até escrever um livro o cara escreve.
Assim o filme vai, baseado nas reflexões dele, na imaginação que extrapola o corpo paralisado, trazendo reflexões a respeito do valor que damos às coisas corriqueiras, à amizade e à família, e ainda por cima mostrando cenários lindos do litoral da França. Dá pra rir, dá pra chorar. Apesar de eu não entender muito de cinema e esse aqui não ser o Filmes a La Carte da minha amiga Lara, só queria recomendar mesmo. Agora que o teclado que arranjei me permitiu escrever tudo isso sem copiar de algum site de críticas de cinema.
Título Original: Le Scaphandre et le Papillon
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento (França / EUA): 2007
Direção: Julian Schnabel
Roteiro: Ronald Harwood, baseado em livro de Jean-Dominique Bauby
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=N4yY1yedPEc
Segunda-feira fui todo empolgado pro que seria meu primeiro dia de aula na Uepa, peguei chuva e tudo mais, já tava pensando nas anedotas infames que diria como se tivessem acabado de me ocorrer, quando vejo o portão fechado. Passa um pouquinho de tempo e me aparece o Mário dizendo que as aulas começariam só na outra segunda, por causa da gripe suína.
Pela primeira vez senti essa famigerada doença rondando minha vida (desconsiderei a velinha de máscara no BANPARÁ, por que achei muita caboquice)e, quando peguei o ônibus de volta pra casa da vovó, adivinhem? O COBRADOR ESTAVA FUNGANDO HORRIVELMENTE COM UMA TOALINHA NA MÃO. Antes que eu pudesse perceber o que estava fazendo, quase tive um treco. Me encostei na grade nas minhas costas como se desejasse mais que tudo que meus poderes mutantes finalmente se manifestassem e, tal qual Lince Negra, eu atravessasse as paredes do ônibus, para longe daquele ser infecto.
Depois que vim me tocar que isso é frescura. Não desconsiderando a periculosidade da doença e tals, quase posso antever aulas canceladas e minha vida atrasada por causa desse surto. Mas ao mesmo tempo, por mais que isso talvez seja uma conclusão rasteira, não consigo deixar de pensar que boa parte do alarde em torno disso aqui em Belém se dá pelo simples fato de que a classe média alta é a primeira afetada por essa gripe. Afinal, quem tem dinheiro para esquiar em Bariloche e passar o verão em Houston, como se Paola Bracho fosse?
A partir de agora, lavarei sempre minhas mãos e evitarei lugares lotados. Só acho um absurdo que as aulas do glorioso curso de secretariado executivo trilingue tenha sido canceladas também. Secretarios Executivos não temem a morte. Secretarios Executivos riem na cara do Ebóla. Secretarios Executivos estan siempre con um sorriso on the face e agenda impecável, mesmo que a inevitável foice da morte esteja à espreita no próximo aperto de mão. AÍ VÃO E CANCELAM NOSSAS AULAS!!!
QUE ISSO GENTE?!?!?!?!?!?!?!?!?


